Compliance

    Da Governança Corporativa à Gestão da Reputação

    Atualizado em: 10 de janeiro, 2025

    Da Governança Corporativa à Gestão da Reputação

    Artigo desenvolvido a partir do webinar realizado em 10 de agosto de 2022, pelo Ouvidor Digital, com o tema “Da Governança Corporativa à Gestão da Reputação”, que reuniu as speakers Milena Alves, Governance Officer e Fundadora da Mediadeiras – Governança, Mediação e Diálogo, e Mariana Gontijo, Sócia-fundadora e Diretora Operacional da PJUS, e foi conduzido pela facilitadora Juliana Cordoval, Especialista em Compliance da Ouvidor Digital. 

    Princípios e pilares da governança corporativa

    A governança corporativa já é vista como um conceito que tira os negócios de um caminho predatório e os coloca em uma trilha construtiva e consciente. A implementação de um programa de governança e compliance é percebida como um desafio necessário para o crescimento das organizações, não mais como um processo burocrático e exclusivo de grandes corporações.

    Como parte do sistema que cria uma relação de confiança entre os stakeholders (partes interessadas), Milena Alves trouxe os seguintes princípios e pilares da governança corporativa:

    • transparência e prestação de contas (accountability);
    • ética e integridade;
    • diversidade e inclusão; 
    • meio ambiente e social;
    • conselhos do futuro;
    • inovação e tecnologia.

    É preciso criar processos que reflitam a realidade dos valores declarados pela empresa, já que cada tipo de organização gera uma expectativa em relação à forma como vão se apresentar para a sociedade, o que influencia na reputação.

    Reputação Corporativa como resultado da jornada de Governança

    Quanto vale a reputação das corporações? Pesquisadores indicam que a reputação pode representar até 1/3 do valor do seu negócio, tornando-a o ativo intangível mais valioso dentro de uma empresa. 

    A reputação é uma percepção que está diretamente relacionada com a adoção de diversos procedimentos na jornada de governança corporativa. Quando a empresa cria um Código de Conduta, declarando seus valores, junto de um procedimento antifraude e anticorrupção, está também firmando um compromisso de que os problemas que surgirem serão tratados e novos processos serão criados para prevenir a reincidência.

    Esses procedimentos aumentam a segurança e as relações de confiança entre colaboradores e clientes – elementos essenciais para a reputação.

    Benefícios mútuos: um jogo de ganha-ganha

    Os programas de governança corporativa e compliance devem ser vistos como uma relação em que todas as partes ganham: a empresa, os stakeholders e a sociedade como um todo. “Muitos casos de assédio no trabalho, por exemplo, são resultados de uma cultura de falta amadurecimento e pode ser fortalecida com ações educativas, sem excluir a gestão de consequências” é o que destaca Milena Alves.

    A possibilidade de repensar as práticas antes de uma decisão mais incisiva ou definitiva diante de alguns casos pode trazer ou reforçar a cultura de ética e integridade da organização, e tudo isso pode melhorar as práticas entre todas as partes envolvidas. 

    Relacionamento com stakeholders: a transversalidade da governança

    Segundo um estudo realizado pela Associação de Examinadores Certificados de Fraudes, mais de 43% das fraudes corporativas são detectadas através de canais de denúncia. A adoção de um canal de denúncias cria uma cultura de transparência, ética, integridade e prestação de contas para as empresas, pois permite a transversalidade: é possível denunciar colaboradores, gestores, fornecedores e todo tipo de caso que venha a ferir os valores da empresa de forma segura e anônima. O objetivo é sempre fazer com que os problemas sejam identificados, apurados, tratados e prevenidos para que não ocorram novamente.

    Existe um momento ideal para implementar o programa de compliance?

    Atualmente muitas empresas têm começado o programa de compliance pelo canal de denúncias, já que é um sistema bem estruturado que culmina na criação de vários procedimentos internos, em concordância com o compliance. Além do caráter preventivo e de cultura de ética e integridade, já existem exigências legais para que alguns tipos de empresa tenham um canal de denúncias. 

    A criação desses processos é sempre um desafio, por isso é melhor que se faça espontaneamente, antes que se torne uma exigência. Dessa forma, é possível fazer com mais tranquilidade, pois envolve mudança de cultura e comportamento.

    Assista ao webinar na íntegra

    Para assistir ao webinar completo clique aqui.

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